04/01/2017 às 13:15 - Atualizado em 04/01/2017 às 13:22

Varejo deve perder mais de R$ 10 bilhões com feriados em 2017

Divulgação

Estimativas da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) apontam que o comércio varejista brasileiro deve perder R$ 10,5 bilhões em 2017 devido aos feriados nacionais e pontes. Esse montante é 2% superior ao dado projetado pela Federação em 2016, principalmente, pelo fato de que este ano haverá uma ponte a mais que no ano anterior e um desses feriados cairá em dia de semana: o feriado de 1º de maio, que, em 2016, foi celebrado no domingo e agora será na segunda-feira.

O setor de vestuário, tecidos e calçados deve perder cerca de R$ 1,1 bilhão com os feriados e pontes de 2017, 23% a mais do que em 2016. Em termos de faturamento, o segmento de Outras Atividades perderá cerca de R$ 3,9 bilhões, 8% a menos que em 2016, sendo o único setor com variação negativa. É importante ressaltar que nesse grupo é preponderante o comércio de combustíveis, além de joias e relógios, artigos de papelaria, dentre outros.

Já os setores ligados aos bens essenciais devem participar com pouco menos que 45% do total da perda no próximo ano. Segundo as estimativas da Fecomércio-SP, o segmento de supermercados deve registrar prejuízos perto de R$ 3 bilhões, 2% acima do calculado para 2016, enquanto o de farmácias e perfumarias, por sua vez, tende a registrar perda de R$ 1,6 bilhão, 7% superior a 2016.

Nos cálculos, a Fecomércio-SP desconsiderou os feriados estaduais e municipais que também prejudicam, em média, a atividade comercial. Na análise da entidade, após dois anos de forte recessão econômica – com retrações de 3,8% em 2015 e 3,5% esperada para 2016, o número excessivo de feriados e pontes deveria ser revisto, a fim de contribuir para o aumento da produtividade da economia.

Aos estabelecimentos que desejam abrir as portas nos feriados na tentativa de suavizar essas perdas, a Federação alerta para os custos adicionais (100% para trabalhos em feriados adicionados de cerca de 37% de encargos) para a empresa, o que pode inviabilizar essa opção.  Segundo a Fecomércio-SP, em nome da modernização das relações trabalhistas, seria oportuno que essa questão fosse debatida, pois o excesso de proteção por meio dessa elevação de custos acaba prejudicando as empresas, que acabam optando por não abrir no feriado, e também os empregados, que reduzem seus rendimentos ao deixarem de obter as comissões sobre as vendas.

Fonte: Fecomércio-SP

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